2012 – Um filme que só teve o fim

Eu adoro filme de catástrofes. Não, não sou sádica ou coisa do gênero, mas me chama a atenção quando um evento global desencadeia uma reação única, em toda uma população. Isso é interessante, mostra nossa pequenez e joga fora os problemas aleatórios. Uma multidão envolta em um só acontecimento.



Em especial 2012, assisti não pela balbúrdia feita pela mídia. Mas pelo roteiro. Fim dos tempos, profecia maia, tsunamis, 11h11... eram assuntos que sempre acompanhava ultimamente. Mas o filme pecou pela correria. Com a pressa de que o fim do mundo ocorresse logo, a profecia maia foi resumida – pra não dizer apenas citada – e demais fatos geológicos também foram apressadamente justificados para que a catástrofe geral se iniciasse. O início e o meio, digamos, foram deixados de lado. Tratemos do fim mesmo.



Assista o trailer

Independente dos exageros homéricos, valeu a pena pelos efeitos especiais. Ver a terra rachar, os prédios e casas caírem e desmoronarem foi incrível. (No cinema, ok?) Cenas muito bem feitas e aos montes. As ondas também foram impiedosas (mas eu queria mais) e a deslocação dos continentes também foi uma boa sacada. Mas como todo filme Hollywoodiano apocalíptico, o mocinho que nada entende do assunto sempre se safa dos cataclismas, sempre dá um jeitinho com sua trupe de se salvar e salvar o mundo do massacre enviado pela natureza. Soluções sem cabimento. Não foge dos clichês de sempre (ai ai, alguém duvidava disso?). Mas pra quem como eu, só queria curtir o clima 'apocalíptico' de uma história não-comprometedora, abre mão de cenas mais verrossímeis e razões mais plausíveis para o caos. Veria de novo com mais pipoca e Coca-cola.

Foto Reportagem

Com uma proposta semelhante a do site Boston.com, o Estadão criou um caderno online com fotos de alta resolução sobre um tema específico da atualidade. Apesar de estar só começando, traz alguns temas interessantes. Espero que cresça e atualizem mais.


Adoraria trabalhar com foto-reportagem. Têm imagens que dizem tudo, e aproxima de forma facilitadora o espectador de uma realidade às vezes muito distante.







"O repórter-fotográfico Dida Sampaio percorreu por terra, água e ar a região onde será construída a usina hidrelétrica de Belo Monte em Altamira no Pará. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e, quando concluída, será a maior usina hidrelétrica nacional. O cotidiano dos vilarejos e aldeias, a população ribeirinha que vive nas margens do Rio Xingu e as belezas naturais do local estão presentes neste ensaio." (Nilton Fukuda)

500 dias com ela - vai um pouco de adoçante?




É claro que é uma comédia romântica igual as outras. A diferença é que ela é boa. Não é daquelas que damos altas gargalhadas, é aquela com a qual a gente se identifica. Ri das sacadas originais ao invés das cenas cômicas, altamente investidas nos tradicionais norte-americanos. A abordagem não-linear e sua numeração de dias apenas facilita o que o filme que expor: um relacionamento (se é que dá pra chamá-lo assim) e suas lacunas. Os protagonistas foram o recheio da história com suas carismáticas atuações e a trilha sonora ajudou a cativar ainda mais. No mais, uma obra sem excessos, melodramas e por conta do seu ritmo, sem um clímax. Dois pontos altos foram a sátira de musical e o paradoxo de uma vida cheia de expectativas e uma vida real. Um filme que poderia firmar-se em excelência se nele houvessem óticas mais criativas como essas. Vale o filme, e muito, por acreditar que ele é apenas um experimento, uma 'prévia' do que ainda é possível para salvar o cinema americano de seus filmes açucarados.


P.S.: O ator Joseph Gordon-Levitt, ficou um pouco mais conhecido em "10 coisas que eu odeio em você" quando contracenou com o então astro em ascensão, Heath Ledger. Hoje, ironicamente, lembra o muito em alguns trejeitos... curioso, não?

Ééé... apagou!

  •  pois bem... podem criar a milésima geração de celular, notebook, novas e frenéticas plataformas sociais e mídias digitais... quando acaba a ELETRICIDADE, 
           só o radinho de pilha #rules!


  • foi uma noite tão boa... mentes iluminadas pelo escuro. Soltas, livres pra pensar. Longe de qualquer tela, com excessão das protetoras nas janelas.

O mundo corporativo.




Não, nem sei falar sobre. Mas posso questionar os extremos. O CAOS e o pleno tédio. Não sei qual o pior, juro. Depende do estado de espírito. O estado de espírito é tudo. É o que entra em voga nesse tipo de ocasião.

Aguentar sua “segunda família”? Isso, claro, se você julgar por família aquele conjunto de pessoas com quem você passa a maior parte do tempo convivendo...

Estar num escritório, sentado numa mesa em frente ao computador e seu automático “trabalho intelectual”, voluntário e involuntário, parece ser uma vida paralela. Mas não. É praticamente os 80% da sua vida dedicada. “Viva o hoje! Liberte-se! Faça o que quiser!” Tudo bem, mas só se for na hora do almoço. Em horário comercial não dá. Eu pareço ter umas correntes aqui, mas não. É o mundinho hoje, galerinha! E minhas #contasprapagar?

Não sou hippie, nem emo, nem eremita. O jeito é fazer parte da “web”. Isso de certa forma me monopoliza, mas não me derruba. Eu cumpro tarefas, mas consigo realizar umas coisas pessoais também. Coisas pra resolver. Como a lista é grande. Dois dias de folga, #fato, não dá. Não deveríamos trabalhar nem sexta, sábado e domingo. Não é relaxamento não. É que tem mais trabalho fora do escritório, que não dá pra cumprir em dois curtíssimos dias. A pendência vai acumulando. Eu estou reclamando? É tô. Mas não nego, não troco essa vida 'corporativa' pela vida mansa. É bom ocupar-se sim, na maior parte do tempo. Eu disse na maior, porque todos merecem um descanso. Ok, não fuji do óbvio, mas, por mais que o pareça, na prática a gente só complica! Tenta administrar, planejar o dia, a semana. Mas tudo, tudo enrosca! Sempre surge aquele problema chamado IMPREVISTO.

E aí eu vou notando e anotando: compromissos, horários, obrigações, metas... (apenas constatações de uma ex-desempregada)

Meu trabalho poderia ser diferente. Poderia estar cozinhando, construindo, matando, roubando... mas estou aqui, postando no blog. Enquanto não estou trabalhando agora. Desculpe a divagação, mas não tem jeito. O meu mundo é o da comunicação mesmo. Abs.


Obs.: trabalhe com moderação.