Eu adoro filme de catástrofes. Não, não sou sádica ou coisa do gênero, mas me chama a atenção quando um evento global desencadeia uma reação única, em toda uma população. Isso é interessante, mostra nossa pequenez e joga fora os problemas aleatórios. Uma multidão envolta em um só acontecimento.
Em especial 2012, assisti não pela balbúrdia feita pela mídia. Mas pelo roteiro. Fim dos tempos, profecia maia, tsunamis, 11h11... eram assuntos que sempre acompanhava ultimamente. Mas o filme pecou pela correria. Com a pressa de que o fim do mundo ocorresse logo, a profecia maia foi resumida – pra não dizer apenas citada – e demais fatos geológicos também foram apressadamente justificados para que a catástrofe geral se iniciasse. O início e o meio, digamos, foram deixados de lado. Tratemos do fim mesmo.
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Independente dos exageros homéricos, valeu a pena pelos efeitos especiais. Ver a terra rachar, os prédios e casas caírem e desmoronarem foi incrível. (No cinema, ok?) Cenas muito bem feitas e aos montes. As ondas também foram impiedosas (mas eu queria mais) e a deslocação dos continentes também foi uma boa sacada. Mas como todo filme Hollywoodiano apocalíptico, o mocinho que nada entende do assunto sempre se safa dos cataclismas, sempre dá um jeitinho com sua trupe de se salvar e salvar o mundo do massacre enviado pela natureza. Soluções sem cabimento. Não foge dos clichês de sempre (ai ai, alguém duvidava disso?). Mas pra quem como eu, só queria curtir o clima 'apocalíptico' de uma história não-comprometedora, abre mão de cenas mais verrossímeis e razões mais plausíveis para o caos. Veria de novo com mais pipoca e Coca-cola.





